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Pró-Ética: como funciona o selo da CGU e como preparar a empresa

O que é o Pró-Ética da CGU, quem pode participar, requisitos de admissibilidade, como funciona a avaliação e como preparar a empresa para a próxima edição.

Neste artigo
  1. O que é o Pró-Ética?
  2. Quem pode participar do Pró-Ética?
  3. Quais são os requisitos de admissibilidade?
  4. Como funciona a avaliação?
  5. Qual é a edição atual e quando abrem as inscrições?
  6. Quais são os benefícios do Pró-Ética?
  7. Como preparar a empresa para o Pró-Ética?
  8. Como a Sincera ajuda
  9. Perguntas frequentes
  10. Fontes e base legal
Em resumo

O Pró-Ética é o programa da Controladoria-Geral da União (CGU) que avalia e reconhece publicamente as empresas com programa de integridade estruturado e aplicado. A participação é voluntária e gratuita, a avaliação é feita por edição, e a empresa precisa de pelo menos 70 dos 100 pontos do Formulário de Conformidade para ser aprovada e usar a marca Empresa Pró-Ética.

O Pró-Ética é a iniciativa da Controladoria-Geral da União (CGU) que avalia o programa de integridade das empresas que se inscrevem e dá reconhecimento público às que atingem a nota mínima. A empresa aprovada entra na lista oficial da edição e pode usar a marca Empresa Pró-Ética, que muita gente chama de selo Pró-Ética. A participação é voluntária e não tem custo.

O que é o Pró-Ética?

O programa nasceu em 9 de dezembro de 2010, quando a CGU e o Instituto Ethos lançaram o Cadastro Empresa Pró-Ética, que a própria CGU descreve como iniciativa pioneira na América Latina. Desde então ele passou por várias reformulações, e hoje a gestão fica com a Secretaria de Integridade Privada da CGU, com apoio do Comitê Pró-Ética, formado por instituições dos setores público e privado.

O objetivo é que a empresa adote, por conta própria, medidas para prevenir, detectar e remediar corrupção e fraude. Na edição 2025-2026, a avaliação passou a olhar também para responsabilidade socioambiental e direitos humanos, segundo o anúncio da CGU.

As regras de cada edição saem em ato próprio. A edição 2025-2026 foi regulamentada pela Instrução Normativa CGU nº 46/2025, e o regulamento define que o ciclo do programa é bienal.

Quem pode participar do Pró-Ética?

Na edição 2025-2026, puderam se inscrever sociedades empresárias e simples que exercem atividade econômica organizada, cooperativas e algumas estatais federais dos setores financeiro e de petróleo, gás e energia. Empresas estrangeiras participam desde que tenham sede, filial ou representação no Brasil.

Ficaram de fora, entre outros, associações sem fins lucrativos, fundações, escritórios de advocacia, entidades do Sistema S e estatais estaduais e municipais, conforme a página de inscrição.

Quais são os requisitos de admissibilidade?

Quem não cumpre um único requisito de admissibilidade é excluído automaticamente da avaliação. No documento orientativo da edição 2025-2026, a lista incluía:

  • Certidões em dia: regularidade fiscal federal, FGTS, débitos trabalhistas e Ibama.
  • Ficha limpa nos cadastros públicos: não constar no CEIS, no CNEP nem na lista suja do trabalho escravo do Ministério do Trabalho e Emprego.
  • Adesão aos dois pactos: o Pacto Empresarial pela Integridade e contra a Corrupção, do Instituto Ethos, e o Pacto Brasil pela Integridade Empresarial, da CGU, com pelo menos 70 pontos na autoavaliação do Pacto Brasil.
  • Nenhum processo anticorrupção em aberto: não responder nem ter sido condenada em processo administrativo de responsabilização da Lei 12.846/2013 nos últimos cinco anos, e não estar negociando acordo de leniência.
  • Estrutura mínima de integridade: área ou pessoa responsável pelo programa com atribuições em documento formal, código de ética publicado no site em português, análise de riscos para integridade e indicadores de monitoramento do programa.
  • Canal de denúncias acessível: link na página do site institucional, em português, levando a uma plataforma própria para relatos. Link escondido dentro de documento e endereço de e-mail não valem.

Como funciona a avaliação?

Toda a inscrição corre pelo SAMPI, o sistema da CGU para avaliação de programas de integridade, com login pelo gov.br. As etapas da edição 2025-2026 foram estas:

Etapa O que acontece
1. Adesão aos pactos A empresa adere ao Pacto Brasil e ao pacto do Instituto Ethos e faz a autoavaliação do Pacto Brasil
2. Inscrição O representante legal entra no SAMPI e abre uma avaliação do tipo Pró-Ética
3. Formulário de Perfil A empresa descreve porte, setor, relação com o poder público e anexa as provas de admissibilidade
4. Formulário de Conformidade A empresa responde sobre as medidas do programa e anexa as evidências de cada uma
5. Análise da CGU Os avaliadores conferem as evidências e podem pedir esclarecimentos
6. Recurso Cabe recurso em 5 dias corridos para quem não foi admitido e em 10 dias corridos para quem não foi aprovado, sem documento novo
7. Decisão do Comitê O Comitê Pró-Ética delibera sobre a aprovação
8. Termo e divulgação A aprovada assina o termo de compromisso e entra na lista oficial da edição

O Formulário de Conformidade soma 100 pontos, divididos em dez áreas: comprometimento da alta direção; instância responsável pelo programa; gestão de riscos; código de ética e políticas; treinamentos e comunicação; controles contábeis e auditoria interna; diligência de terceiros e de fusões e aquisições; canais de denúncia e medidas disciplinares; monitoramento; e transparência e responsabilidade socioambiental. Para ser aprovada, a empresa precisa de 70 pontos no total e de pelo menos 45% em cada área.

A CGU só aceita evidência formal, datada e aprovada, e na edição 2025-2026 os documentos tinham de ter sido produzidos entre 1º/11/2022 e 31/03/2025, com exceção dos documentos de estrutura, como código e políticas aprovados até o fim desse período.

Qual é a edição atual e quando abrem as inscrições?

A edição mais recente é a 2025-2026. As inscrições abriram em 5 de maio de 2025 e foram prorrogadas até 31 de julho de 2025. A premiação aconteceu no Dia da Integridade Empresarial 2026, em 30 de junho e 1º de julho de 2026, em Brasília, e a CGU informa que 128 empresas foram premiadas nessa edição.

Até a data deste artigo, a CGU não tinha divulgado regulamento nem calendário da próxima edição. Os requisitos mudam de uma edição para outra, então confira o novo regulamento quando ele sair.

Quais são os benefícios do Pró-Ética?

O principal é a reputação. A empresa aprovada aparece na lista pública da CGU e pode usar a marca Empresa Pró-Ética da edição em que foi aprovada.

O regulamento traz dois limites. A aprovação não dá à empresa nenhum direito ou garantia nas relações com o setor público, salvo disposição específica em contrário, e a marca não certifica a ética nem a idoneidade da empresa. Ela também pode ser excluída da lista se aparecer informação falsa ou alguma situação que impediria a participação.

Como preparar a empresa para o Pró-Ética?

O ponto de partida é ter um programa de integridade que funcione e deixe rastro. Os parâmetros estão no art. 57 do Decreto 11.129/2022, que regulamenta a Lei Anticorrupção, e as áreas do Pró-Ética seguem a mesma lógica. Na prática, comece por:

  1. Formalizar o responsável. Nomeie a área ou a pessoa que cuida do programa, com atribuições aprovadas em documento e acesso direto à alta direção (art. 57, IX).
  2. Mapear os riscos. Faça a análise de riscos para integridade e registre a data e a metodologia (art. 57, V).
  3. Publicar o código e as políticas. Coloque o código de ética no site e colha a ciência de quem precisa cumpri-lo (art. 57, II e III).
  4. Treinar e comunicar com registro. Guarde lista de presença, material e resultado de cada ação (art. 57, IV).
  5. Abrir o canal de denúncias. O canal precisa estar no site e ter processo de apuração por trás (art. 57, X). Veja quando o canal é obrigatório.
  6. Medir o programa. Defina indicadores e revise o programa com base neles (art. 57, XV).
  7. Aderir ao Pacto Brasil antes da edição. A autoavaliação do pacto serve de ensaio e precisa dar no mínimo 70 pontos.

Comece com antecedência, porque a avaliação olha documentos produzidos antes da inscrição.

Como a Sincera ajuda

Boa parte da nota do Pró-Ética depende de provar que o programa é aplicado, e é aí que a Sincera entra. Na plataforma você publica o código de ética e as políticas com assinatura eletrônica, aplica treinamentos e formulários, envia comunicados e mantém o canal de denúncias com protocolo para cada relato, tudo com histórico guardado para servir de evidência. O portal do colaborador e a inteligência artificial que responde dúvidas do time com base nas políticas ajudam o programa a funcionar no dia a dia. Dá para começar grátis, sem cartão de crédito.

Perguntas frequentes

Quanto custa participar do Pró-Ética?

Nada. O regulamento da edição 2025-2026 diz que não há cobrança das empresas, e a adesão aos dois pactos exigidos também é gratuita.

Empresa pequena pode participar do Pró-Ética?

Pode, desde que seja sociedade empresária, simples ou cooperativa e cumpra os requisitos de admissibilidade. A avaliação considera o perfil da empresa e ajusta a pontuação das perguntas que não se aplicam a ela.

O selo Pró-Ética vale para sempre?

Não. A aprovação vale para a edição em que a empresa foi avaliada, e a marca traz o período dessa edição, como Empresa Pró-Ética 2025-2026. Para continuar na lista, a empresa precisa se inscrever de novo na edição seguinte.

Fontes e base legal

Escrito porGiovanna Silveira FrancoCo-Fundadora e Head de CS

Co-fundadora da Sincera, advogada com MBA em Compliance pela LEC. Já implementou programas de integridade em mais de 40 empresas, entre elas Comgás, CCEE, Unimed Seguradora e Demarest, e é certificada em CPFD, CPC-A, EXIN LGPD, ISO 37001 e ISO 37301.

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Dina, assistente de inteligência artificial da Sincera, acenando