Agendar Demo
Agendar Demo
Guias de normas

LGPD · Art. 38 da LGPD

Relatório de impacto quando fazer e o que documentar.

O RIPD analisa riscos de tratamentos que podem afetar titulares — entenda quando a lei exige, o que incluir e como manter o documento vivo.

RIPD. 6 minutos de leitura.

Fatos-chave

Base legal

Arts. 5º XVII e 38 da Lei 13.709/2018

Objetivo

Documentar riscos à privacidade e medidas de mitigação

Responsável

Controlador, com participação do encarregado (DPO)

Fiscalização

ANPD pode solicitar RIPD a qualquer momento

O que é o RIPD

O Relatório de Impacto à Proteção de Dados (RIPD) — equivalente ao DPIA/AIPD em outros países — documenta os riscos que um tratamento de dados pessoais pode gerar aos titulares. Descreve o tratamento, avalia necessidade e proporcionalidade, identifica riscos e registra medidas de mitigação. Não é formulário burocrático: é prova de que a organização pensou antes de tratar dados sensíveis ou em larga escala.

Pontos-chave

  • Ferramenta de accountability — demonstra conformidade com princípios da LGPD
  • Deve ser revisado quando o tratamento ou o contexto de risco mudar
  • Complementa o inventário de dados — aprofunda análise onde o risco é maior

Quando elaborar um RIPD

Nem todo tratamento exige RIPD. A LGPD e orientações da ANPD indicam hipóteses como tratamento de dados sensíveis em escala relevante, monitoramento sistemático, decisões automatizadas com efeitos significativos, dados de crianças e tratamentos que possam expor titulares a risco elevado. Na dúvida, fazer RIPD proporcional costuma ser mais seguro do que assumir risco sem documentação.

Pontos-chave

  • Novos produtos, funcionalidades ou finalidades de tratamento
  • Uso de biometria, saúde, localização ou perfilamento
  • Compartilhamento com terceiros ou transferência internacional relevante
  • Quando a ANPD ou política interna exigir avaliação prévia

O que incluir no relatório

Um RIPD sólido descreve o tratamento, base legal, necessidade, riscos aos titulares (confidencialidade, integridade, disponibilidade), medidas existentes e plano de mitigação. Deve registrar consulta ao DPO, envolvimento de áreas técnicas quando necessário e conclusão sobre aceitação residual de risco — com aprovação documentada.

Pontos-chave

  • Descrição clara do fluxo de dados e finalidade
  • Avaliação de riscos e probabilidade/impacto para titulares
  • Medidas técnicas e organizacionais — criptografia, acesso, retenção
  • Plano de ação, responsáveis e data de revisão

ANPD, revisão e versionamento

A ANPD pode requisitar RIPD a qualquer tempo. Relatórios desatualizados — produto mudou, fornecedor novo, incidente ocorreu — perdem valor em fiscalização. Versionar revisões, vincular ao inventário e manter histórico de aprovações evita refazer análise do zero a cada auditoria ou due diligence.

Pontos-chave

  • Mantenha RIPD alinhado ao inventário de tratamentos
  • Reavalie após incidentes de segurança ou mudanças regulatórias
  • DPO valida; alta direção pode precisar aprovar riscos residuais elevados

Da norma à operação

Como estruturar RIPD na prática

Relatório de impacto eficiente parte do inventário — estes passos evitam documento genérico que não sobrevive à ANPD.

Cruze inventário com critérios de risco

Identifique tratamentos que exigem RIPD antes de lançar produto ou integração — não depois do go-live.

Use estrutura consistente

Modelo padronizado acelera elaboração e facilita comparar riscos entre áreas e projetos.

Vincule medidas a plano de ação

Cada risco relevante com mitigação, responsável e prazo — RIPD sem ação vira papel morto.

Versione e revise

Registre mudanças, aprovações e data da próxima reavaliação. DPO assina validação.

Perguntas frequentes

Dúvidas comuns sobre RIPD

Não. Apenas tratamentos com risco elevado aos titulares ou em hipóteses previstas na LGPD e orientações da ANPD.
Elaboração envolve controlador e áreas relevantes; DPO participa e valida. Aprovação final depende da governança de risco da empresa.
A plataforma apoia rascunho com base no inventário e modelos. DPO e áreas técnicas validam — relatório exige julgamento humano.
Não. Política informa titulares; RIPD é documento interno de análise de risco para tratamentos específicos.

Precisa de RIPD sem reinventar a roda a cada projeto?

Inventário, modelos de impacto e trilha de aprovação na mesma plataforma — validado pelo DPO.

Conhecer módulo LGPD