
NR-1 e riscos psicossociais: o que muda
A NR-1 passou a exigir identificação e controle de riscos psicossociais no GRO/PGR. Entenda o que mudou, como priorizar ações e o que vira evidência auditável.
Equipe Sincera · 14 jun 2026
PMEs enfrentam as mesmas exigências de integridade que grandes empresas — com menos gente. Veja o que compõe um programa enxuto, por onde começar e como sair do slide e entrar na operação.

Programa de integridade não é pasta de políticas guardada no drive. Para PMEs, é o conjunto mínimo de regras, controles e evidências que mostram — para clientes, investidores e órgãos — que a empresa leva anticorrupção a sério, de forma proporcional ao risco.
Contratos com grandes empresas, processos de M&A, due diligence de investidores e exigências de certificação (Pró-Ética, ISO 37301) chegam cedo. Sem estrutura mínima, a resposta vira improviso em planilha — e o custo aparece na auditoria ou na perda de negócio.
A Lei Anticorrupção (12.846/2013) e a prática de leniência reforçam que ter programa efetivo pode reduzir sanções. Não precisa ser o manual de uma multinacional: precisa ser real, documentado e operável.
Comprometimento da liderança — tone from the top registrado, não só discurso.
Código de conduta e políticas essenciais — conflito de interesses, presentes, terceiros.
Canal de denúncias — acessível, confidencial, com trilha de apuração.
Due diligence de terceiros — proporcional ao risco do fornecedor ou parceiro.
Treinamento e comunicação — quem precisa saber o quê, com registro de conclusão.
Comitê de ética formal, auditoria interna dedicada e certificação ISO completa costumam vir depois que o básico está rodando. O erro é esperar a fase 2 para fazer qualquer coisa — ou montar fase 1 como projeto de seis meses que nunca vira rotina.
Mapeie riscos nos eixos CGU (cinco eixos do programa de integridade), identifique lacunas em políticas, canal e terceiros. O resultado deve ser uma lista priorizada — não um relatório de 80 páginas.
Publique políticas, abra o canal, rode due diligence nos terceiros críticos e treine liderança + pontos focais. Cada entrega vira tarefa com responsável, prazo e evidência anexada.
Consolide trilha auditável: o que foi aprovado, por quem, quando. Revise com jurídico ou consultor externo se necessário — mas não pare a operação esperando revisão infinita.
Se você está montando ou retomando um programa de integridade, comece pelo diagnóstico honesto do que já existe versus o que só está no discurso. A Sincera guia esse caminho com tarefas, documentos e canal no mesmo painel — proporcional ao porte da sua empresa.